Visitei: Manaus (parte 2)

Ei!! A parte 1 da Viagem à Manus está nesse link! Passa lá e confere o começo dessa história em Manaus! 😉

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nadar com botos e encontro das águas
Enfim encontramos a agência em que o Ananias trabalha, a Amazonas Tours ( fica na Rua Itália, rua bem conhecida lá de Manaus). No começo nós desconfiamos da honestidade do Ananias, porque ele pediu o dinheiro a vista e como muitos paulistas/paulistanos ficamos desconfiadas e com medo de ele não aparecer para nós levar para o passeio. Ele ficou um pouco ofendido e disse que nós tínhamos que confiar mais nas pessoas, mas enfim, no final deu tudo certo e nós fechamos um pacote que incluía o famoso Encontro das Águas, almoço, nadar com os botosvisita à uma aldeia indígena e mais alguns passeios, como conhecer a vitória régia e passar por igarapés (lugar onde o rio fica estreito). Esse passeio ficou por volta de R$ 200 para cada pessoa.

O preço talvez possa parecer alto em primeira vista mas gente, vale muito a pena! Embarcamos no barco por volta das 9h e só voltamos por volta das 16h! A primeira parada foi em uma ilha onde índios apresentam para a gente um ritual. Esse ritual é bem legal e no final eles chamaM os turistas para dançar junto com eles. Claro que eles aproveitam também para vender artesanatos. São muito bonitos, mas o preço é um pouco salgado.

Nadar com botos é genial! E essa foi a nossa segunda parada. Para mim, foi o melhor do passeio. A gente entra na água e o manauara pega um balde com peixes. Com esses peixes ele atrai os botos que ficam perto da gente. A única coisa ruim é que são 7 peixes por grupo e os peixes acabam muito rápido ( sem esses peixes para comer, os botos não vêm e a gente tem que sair da água). Mas o guia contou que isso acontece porque os botos também têm que caçar na natureza.

Manaus encanta por suas belezas, pelo povo receptivo e pelas surpresas.
Manaus encanta por suas belezas, pelo povo receptivo e pelas surpresas.

Nesse mesmo dia ainda passamos por igarapés, que são trechos onde o rio fica estreito. O guia contou que esses igarapés somem em épocas de seca, porque a água baixa muito. Mas na época em que fomos, deu para passar tranquilo com o barco. Fomos almoçar em um restaurante que cobrou R$ 30 por pessoa (fora a bebida). Esse valor já estava incluso no valor do passeio lá em cima. Perto do restaurante tinha também um local onde pudemos conhecer as vitórias régias. São lindas! Nesse mesmo local, também tem artesanato, mas é caro.

Em seguida fomos até a casa de um senhor que cuida de animais. A casa dele é flutuante (como grande parte das casas que vemos no passeio de barco), mas a surpresa é outra: ele tem em sua casa animais que não são muito, digamos, ‘domésticos’. Pelo que eu entendi, ele pega os animais para mostrar para os turistas e depois os solta na natureza de novo. Lá conheci o bicho-preguiça (o animal mais devagar e preguiçoso do universo). Tive também a oportunidade de segurar um ‘mini-jacaré’ (nome dado ao animal quando a pessoa não sabe muito bem como chamá-lo). Outra opção que tive (e que respondi com um ‘não obrigada’) foi a de segurar uma cobra. Mas aí já era demais para mim pois quase morri ao segurar o jacarézinho (ele começou a tentar mexer a cabeça, e eu queria jogá-lo longe).

Por fim fomos conhecer o Encontro das Águas e, gente, é inexplicável! Os Rios Negro e Solimões (alô galera, bate a mão…) correm juntos, lado a lado, por váriooos quilômetros e isso acontece por três motivos segundo o guia: temperatura (o Rio Negro é mais quente, porque o escuro atrai a luz solar que, em consequência, aquece a água); velocidade (o Rio Solimões é mais rápido); e densidade (o Rio Solimões é mais denso, parece que tem mais peixe e mais ‘barro’ – por isso também a cor marrom dele).  Mas o mais legal mesmo é estar ali,  nesse encontro de águas. É muito, muito, muito bonito mesmo.

praia da ponta negra e museu do serigal

Praia da Ponta Negra é a praia dos manauaras. Fica um pouco afastada do centro (segundo o Wikipedia, cerca de 13 km) mas como alugamos carro, formos até lá conhecê-la. Por mais incrível que pudesse parecer, não sentimos taaanta dificuldade assim de ir até a praia. Dessa vez o GPS acertou.

Eu não comentei até agora porque esqueci mas, para quem vai de SP, o calor de Manaus é bizarro!! Daqueles que só ar condicionado dá um certo alívio e sombra não serve para nada. A praia é fluvial e o Rio Negro faz as vezes de mar. Lá é bem bonito mas dizem que é mais legal no entardecer. Nós enjoamos logo porque a praia estava lotada e a parte de areia não é muito grande assim.

Na mesma avenida principal que nos leva à praia também nos leva à marina. É só continuar reto e chegamos em um estacionamento pior que os estacionamentos de shoppings em São Paulo em véspera de natal. É pequeno, tem flanelinhas e não tem espaço para o tanto de gente que usa a marina para ir à outras praias ou para o museu do seringal.  Paramos o carro meio longe, na rua mesmo, porque quando esse estacionamento lota não tem outro estacionamento perto. Enfim, a estrutura é meio ruim mas conseguimos.

Na marina, perguntamos qual o próximo barco que iria até o museu e embarcamos. Gente, parece um ônibus. As pessoas sobem e dizem onde vão ficar, se é na Praia da Lua, é um preço. Se é na Praia não-sei-o-que-lá, é outro preço. Para o Museu do Seringal, pagamos R$ 7 a ida (só para salientar: o único jeito de chegar lá é de barco!)

Museu do Seringal e Seu Floriano! (Foto Thais Rodrigues)

Museu do Seringal e Seu Floriano! (Foto Thais Rodrigues)

O museu é bem legal. Lá você paga um valor que achei justo (acho que era R$ 5 ou R$ 10, agora não lembro direito) e um guia leva você para conhecer todas os detalhes do museu construído para a gravação de um filme (segundo o G1). Tivemos a sorte de podermos ser guiadas pelo Floriano. Um senhorzinho que parece ter orgulho do que faz e um dos melhores guias que já tive. Ele contou a história do museu do seu jeitinho simples e humilde. Foi demais. Com ele, nós conhecemos a casa do barão, uma capela, e outros detalhes como o trabalho manual de extração do latex. Enfim, ele explicou todos os detalhes de uma época tensa por lá para os trabalhadores que eram tratados como escravos (mais detalhes do museu achei aqui)

Saindo do museu (também por barco) nós decidimos descer na Praia da Lua. Lá é bem bonito e o pessoal ‘se mata’ para se banhar nas águas do Rio Negro. O problema lá foi para comer mesmo. Decidimos almoçar por lá e só achamos um lugar. Não gostei e não recomendo. Achei caro e as condições de higiene totalmente um pouco duvidosas.

visão geral

Enfim, para terminar, deixo aqui um relato que com certeza vou voltar à Manaus um dia. A cidade é incrível (tem lá seus problemas, claro) e ainda preciso conhecer a tal da Manaus na cheia do rio. Os guias dizem que tem passeios para todas as épocas do ano. Em setembro, particularmente, achei legal porque só pegamos 10 minutos de chuva e só! Então deu para aproveitar bem apesar do calor (demorei para acostumar com o calor infinito). Achei a passagem aérea para lá bem carinha, mas comprei de última hora. Planejando antes com certeza dá para economizar bem mais! Ah! As pessoas lá são bem atenciosas e tratam bem os turistas (que eles reconhecem de longe). Foi uma experiência única e, todos que perguntarem, recomendo.

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